domingo, 17 de fevereiro de 2013

Os exploradores dos servos e sua organização


COMO SE ORGANIZA A NOBREZA


 

Além da família real, que detém o poder nos regimes monárquicos, a aristocracia européia criou cinco títulos vitalícios e hereditários, na seguinte ordem hierárquica: duque, marquês, conde, visconde e barão. A base do sistema surgiu junto com o início da Idade Média e o final do Império Romano, no século V, quando a Europa ficou subdividida em vários pequenos reinos. Cada um deles era governado por uma dinastia que, por sua vez, vivia cercada de agregados que formavam uma elite social. Esses primeiros antepassados da chamada fidalguia se distinguiam do resto da população (camponeses e escravos) tanto por laços de parentesco com o rei, quanto por serviços prestados a ele -como resolver litígios e conquistar novas terras para a Coroa. O costume, então, era dividir o patrimônio igualmente entre os herdeiros. "A prática de passar a posse das terras apenas ao primogênito, o verdadeiro embrião da nobreza, só se consolida entre os séculos IX e X", afirma o historiador Carlos Roberto Figueira Nogueira, da Universidade de São Paulo (USP). Esse é o período em que o Império de Carlos Magno (742-814), rei dos francos, e de seus descendentes foi derrubado pelas invasões de hunos e vikings. Com isso, a defesa de cada território e sua comunidade, função primária da realeza, passou para os senhores feudais de cada castelo, aumentando-lhes o poder e disseminando entre eles os títulos de nobreza.

cecília borges

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